Remoto, presencial ou híbrido? O guia para escolher seu modelo de estágio na Samsung sem se arrepender
Photo: young intern working hybrid remote home office with laptop brazil, via cdnsite.woxcloud.com
A vaga apareceu, o salário está bom, a empresa é dos sonhos. Aí vem a pergunta que trava muita gente no meio do processo seletivo: remoto, presencial ou híbrido?
Na Samsung Brasil, os três modelos existem (ou existiram recentemente) dependendo da área e da unidade — de Campinas ao escritório paulistano. Para ajudar quem está nessa dúvida agora, conversamos com quatro pessoas que estagiaram na empresa em formatos diferentes. O que eles contam derruba alguns clichês dos dois lados.
O que dizem quem viveu cada formato
Amanda, presencial em Campinas (área de engenharia): "Aprendi muito por osmose. Você escuta a conversa do corredor, vê o sênior destravar um problema na sua mesa, é chamado pra resolver coisa junto na hora. Em seis meses eu tinha rede de contatos que uso até hoje."
O custo? Deslocamento e cansaço. "Morava a uma hora de distância. Chegava em casa destruída e ainda tinha faculdade."
Lucas, totalmente remoto (dados): "Autonomia absurda. Fiz estágio morando em cidade do interior de Minas, sem me mudar. Mas precisei ser agressivo com networking: agendava café virtual, puxava conversa no chat. Quem espera ser chamado, some."
Bianca, híbrido (marketing de produto): "Pra mim foi o melhor dos dois mundos: dois dias presenciais que eu usava estrategicamente — reunião importante, happy hour do time, marcar café com gente de outra área — e o resto em casa."
Rodrigo, remoto que virou híbrido: "Comecei 100% remoto na pandemia e depois o time voltou parcial. Senti na pele a diferença: a relação com o gestor ficou mais sólida presencial. Não acho que seja regra, mas ajudou na minha efetivação."
O quadro honesto: prós e contras
| Formato | Prós | Contras |
|---|---|---|
| Presencial | Aprendizado por observação, networking natural, visibilidade com liderança | Deslocamento, custo de moradia (às vezes em outra cidade), menos flexibilidade |
| Remoto | Economia de tempo e dinheiro, morar onde quiser, autonomia | Networking exige esforço ativo, risco de invisibilidade, isolamento |
| Híbrido | Flexibilidade com presença estratégica, melhor dos dois mundos | Exige organização; dias presenciais mal aproveitados viram perda |
E a efetivação? Formato importa?
Entre os quatro, três foram efetivados ou convidados a continuar. Nenhum deles acredita que o formato, sozinho, decida — mas todos concordam que ele muda o custo de ser notado.
"Presencial, a visibilidade vem de graça. Remoto, você precisa construir visibilidade de propósito", resume Lucas. "Se você é tímido e remoto, precisa criar rituais: atualizações escritas claras, reuniões one-on-one regulares, participação em fóruns do time."
Como decidir: 5 perguntas antes de aceitar
- Qual é seu momento de vida? Primeiro estágio e muita insegurança técnica? Presencial ou híbrido tendem a acelerar seu aprendizado. Já tem experiência e disciplina? Remoto rende muito.
- Qual é a realidade financeira? Estágio presencial em outra cidade exige conta de aluguel, transporte e comida. Faça as contas com a bolsa-auxílio na mão antes de comemorar a oferta.
- O time é maduro em remoto? Pergunte na entrevista: como são as reuniões, a documentação, o onboarding? Time acostumado a remoto faz diferença gigante.
- Você consegue ser visível à distância? Sejamos honestos: se você não gosta de escrever, participar de calls e puxar conversa, o remoto vai custar mais caro pra sua carreira.
- Existe chance de ajuste depois? Vários estagiários relatam conseguir mudar de formato após os primeiros meses. Aceitar presencial não é prisão perpétua — e nem o remoto é.
O veredito
Não existe formato certo universal; existe formato certo para você, agora. Se a dúvida persistir, Bianca tem a síntese mais prática da nossa entrevista: "Se você puder, híbrido. Se não puder se mudar, remoto sem culpa. Se estiver começando do zero e puder arcar, presencial. E em qualquer formato: apareça. O resto é detalhe."