Rotinas de estagiário na Samsung: entre o parque fabril de Campinas e os escritórios de São Paulo
Photo: Robert von Oliva (naruciakk), CC0, via Wikimedia Commons
Existe uma pergunta que todo candidato a estágio na Samsung cedo ou tarde faz: 'é melhor trabalhar em Campinas ou em São Paulo?'. A resposta honesta é: depende muito do que você quer viver nessa fase da carreira. Para te ajudar a decidir, reunimos relatos de estagiários de quatro áreas diferentes — engenharia, ciência de dados, marketing e gestão de produtos — que dividem as rotinas entre o parque fabril do interior paulista e os escritórios corporativos da capital.
Campinas: onde o produto ganha vida
O complexo de Campinas concentra operações fabris, engenharia e áreas de suporte técnico. É o coração físico da Samsung no Brasil — e a experiência de estágio lá tem um sabor bem diferente.
Um dia na fábrica, pela visão de um estagiário de engenharia:
'Chego por volta das 8h, e a primeira parada é o piso de fábrica. Nada do que aprendi na sala de aula me preparou para a escala de uma linha de produção real. Minha rotina envolve acompanhar indicadores de qualidade, participar de reuniões rápidas com os supervisores de turno e apoiar projetos de melhoria contínua. Na semana passada, ajudei a ajustar um processo que reduziu retrabalho em uma das linhas — ver isso acontecendo na prática é surreal', conta Lucas, estagiário de engenharia de produção.
O que se repete nos relatos de quem está em Campinas: contato direto com o produto, ritmo operacional e aprendizado que passa muito pelo chão de fábrica. Se você é do curso de engenharia, automação ou produção, é difícil encontrar escola melhor.
São Paulo: estratégia, dados e marcas
Já os escritórios da capital concentram as áreas corporativas: marketing, produtos, dados, recursos humanos e negócios. O dia a dia é mais de reuniões, análises e projetos digitais.
A rotina de um estagiário de dados:
'Começo o dia abrindo os dashboards de vendas e comportamento de consumo. Minha mentora me deu autonomia cedo demais, no melhor sentido: aos três meses eu já apresentava insights para o time de marketing. O desafio é transformar número em história que alguém do negócio entenda', resume Beatriz, formada em estatística.
E o de marketing:
'Aqui nunca tem dois dias iguais. Um dia acompanho o lançamento de uma campanha de um novo smartphone, no outro estou em reuniões com agências. O que mais me marcou? A cultura de feedback: meu gestor senta comigo toda semana para falar do meu desenvolvimento, não só das entregas', diz Rafael, estudante de publicidade.
Mentoria e cultura: o que é comum aos dois mundos
Apesar das diferenças de cenário, há um fio condutor nos relatos: a estrutura de mentoria. Todo estagiário é acompanhado por um profissional sênior (o chamado buddy) e por um gestor, com conversas de desenvolvimento regulares. As trilhas de aprendizado — cursos internos, palestras e comunidade de estagiários — também funcionam nos dois polos.
Outro ponto em comum é a cultura de dono do próprio projeto. Estagiário na Samsung não serve café nem fica refém de planilhas repetitivas: desde cedo, recebe responsabilidades com prazo, dono e resultado esperado.
Campinas ou São Paulo: qual escolher?
Não existe resposta certa, existe resposta sua. Um guia rápido:
- Escolha Campinas se você quer ver o produto sendo construído, é de engenharia ou áreas técnicas e se dá bem com rotina operacional e trabalho de campo. Custo de vida mais baixo e cidade menor também pesam a favor.
- Escolha São Paulo se você prefere negócios, dados, marketing e produtos, quer networking intenso e não se importa com o ritmo (e o trânsito) da maior cidade do país.
E um conselho final dos próprios estagiários: na entrevista, pergunte sobre o time e os projetos antes de perguntar sobre a cidade. O que vai definir sua experiência não é o CEP — é o tipo de problema que você vai resolver todos os dias. Escolha o problema que te empolga, e o resto se encaixa.